Olha, eu não sei cozinhar, nem lavar, nem passar. Eu não tenho organização, e tenho sérios problemas em seguir horários e rotina. Mas quer saber? Se você quiser casar comigo, eu posso me esforçar. Posso fazer um miojo pra gente no jantar, e a gente pode inventar coisas pra incrementar ele. Provavelmente vai ficar uma bosta, mas vai valer à pena, sabe porque? Porque a gente vai se divertir, se sujar, e rir um da cara do outro na cozinha. Ou melhor: podemos pegar uma receita da internet e tentar fazer igual, ou acordar cedo pra assistir Mais Você. Depois do jantar, vamos deixar lá toda a louça na pia, e nossa casa se transformaria numa verdadeira zona. Mas a gente não ligaria, afinal estaríamos ocupados demais assistindo filmes na televisão. De qualquer gênero, afinal, uma comédia seria bom pra rirmos juntos, um romance pra gente namorar, um de ação que você iria assistir só pra me irritar, porque sabe que eu não gosto… e o melhor de todos: terror, que será usado eternamente como desculpa pra você me proteger. A gente poderia dormir ali no sofá, ou você me carregaria até a cama, tanto faz. No outro dia, poderíamos acordar bem tarde, e ficar o dia inteiro fazendo absolutamente nada. Poderíamos jogar Uno, dominó, ou brincar de pega-pega, como duas crianças. Poderíamos sair e ir ao shopping comer pra caralho no Mc Donalds, ver um filme no cinema e jogar pipoca um no outro, ou ir no parque, sentar no banco e observar o vai e vem das pessoas. Sentados ali, iríamos lembrar do dia em que fizemos 8 meses de namoro, porque nesse dia eu descrevi a cena que estaríamos vivendo ali. A gente ia se olhar, e ia lembrar de quantas vezes terminamos e voltamos, de quantas vezes você quis desistir e eu não aceitava, ou de quantas vezes nós dois estávamos cansados da distância, quantas coisas nós dois, tão jovens - eu mais ainda - enfrentamos juntos, eu com meus dramas e você com seus problemas, eu com minha insegurança e você sendo o melhor amigo do mundo pra mim. Vamos lembrar das lágrimas derramadas no teclado enquanto digitávamos, dos telefonemas, e eu vou lembrar do sorriso besta que eu abria quando ouvia sua voz. A gente ia sofrer uma espécie de nostalgia, ia bater uma saudade daqueles tempos, afinal, agora teríamos responsabilidades. Mas eu diria:”Que se foda, sabe porque? O passo mais difícil e demorado que tínhamos que dar, a barreira mais difícil de se quebrar, nós conseguimos: a distância não foi capaz de nos separar. O resto, a gente supera.” Você iria sorrir, e ia se lembrar da pessoa sempre otimista e sonhadora que eu fui. Talvez tenha sido bom, afinal de contas, né? Você vai se lembrar de todas as vezes que eu disse: ”Junior, eu sempre serei sua namorada, mesmo que você não queira.”, e vai perceber que é a mais pura verdade. Você vai me abraçar pelo ombro, eu vou deitar a cabeça em teu peito, e vamos ter uma certeza:Nosso amor é bem mais que um sonho, porque nós o fizemos realidade.
(Vitória Diniz) for (Junior Araujo)
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